evolução do pensamento geografico
Vertentes de estudo, que geram as escolas do pensamento geográfico. Cada escola contribuiu de alguma forma no desenvolvimento desta ciência, procurando estabelecer novas explicações e parâmetros para compreender a sociedade e suas relações que também são mutantes, através do uso de diferentes aparatos filosófico e pistemológicos
Na geografia clássica, suas atividades voltam para observação e descrição
da paisagem, reflexões sobre a ação do homem no meio, e a partir da sobreposição destes
aspectos em vários locais, criando as regiões, daí tem-se o regionalismo como uma das
principais características desta escola.
A geografia quantitativa é caracterizada pelo neopositivismo e o rigor científico, com suas atividades muitas vezes voltadas para o planejamento do espaço. A geografia critica surge com a preocupação social, refletindo e criticando o modo de produção capitalista.
A geografia humanística foca seus estudos na análise da percepção que os sujeitos têm do espaço e lugar.
A reflexões sobre a importância de cada perspectiva geográfica e como a junção destas pode contribuir para elaboração de livros didáticos ricos em seus conteúdos.
Geografia Quantitativa ou Nova Geografia
A Nova Geografia representa o surgimento de uma nova forma de trabalhar e pensar a
geografia. Esta mudança se deve às drásticas transformações que o mundo passou após a 2º
Guerra Mundial, que gerou grande impacto econômico e social em todo o mundo. Foi preciso
reconstruir as cidades não só em seus aspectos físicos, mas também sociais, econômicos e a
moral também (ANDRADE, 1987).
Para isso foi necessária a iniciativa e colaboração dos políticos, cientistas, professores, enfim,
de toda a população. Mas a questão era como e o quê reconstruir? Este era um desafio para os
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políticos, mas também para a ciência, atender as necessidades do pós-guerra e do capitalismo,
na reorganização do espaço. Este momento foi muito importante para a ciência geográfica,
dela passou a serem cobrados trabalhos de levantamentos para analisar a situação econômica e
social para identificar os caminhos a seguir para atingir os objetivos desejados em tempo
definido. Se desenvolvem profundamente as noções de planejamento e sistemas, trabalhando,
especialmente na criação de modelos urbanos, ambientais e regionais, que trouxessem rapidez
aos processos de reconstrução e expansão do capital, e que tivessem a capacidade de permitir
trabalhos com equipes interdisciplinares, para isso, uma linguagem comum foi adotada
prioritariamente: a matemática.
Os geógrafos passaram a realizar levantamentos sobre a distribuição das atividades
econômicas e populacional por vários países, daí veio a possibilidade de planejar uma melhor
distribuição e localização das indústrias, da agricultura e da comunicação. Com isso
intensificaram as pesquisas em dados estatísticos que também contribuiu para os economistas
e planejadores (ANDRADE, 1987).
Geografia Crítica
A partir da década de 60, geógrafos expressaram suas preocupações com a questão social,
fazendo fortes críticas ao modo de produção capitalista, resultando na Geografia Crítica ou
Radical. Estes geógrafos que tecem fortes críticas às injustiças sociais, tendem a buscar as
causas e resolução destes problemas. A denominação crítica se deve por assumirem esta
posição com compromisso, sem “esconder-se sob falsas neutralidades” (ANDRADE, 1987,
p.22).
Geografia Humanistica
A geografia Humanística se caracteriza pelo modo de analisar a relação do ser humano com a
natureza, entender o sentimento e idéias que as pessoas têm do lugar e do espaço. O
humanismo é definido
como uma visão ampla do que a pessoa humana é e do que pode fazer. (...) O
humanismo luta por uma visão mais abrangente. (...) A geografia Humanística, tenta
especificamente entender como as atividades e os fenômenos geográficos revelam a
qualidade da conscientização humana (TUAN, 1976, p. 144 -146).
Nesta perspectiva há uma preocupação com o avanço desenfreado do capitalismo, em especial
da exploração da natureza objetivando acelerar as produções, este processo causa incômodo
devido à grande degradação provocada ao meio ambiente. Daí se explica o empenho dos
seguidores desta escola em orientar e planejar políticas e estudos voltados para interpretação
do meio ambiente e a educação ambiental (ANDRADE, 1987).
Considerações Finais
Geografia no Brasil sofreu influência de três escolas geográficas, como da escola quantitativa
na década de 1970, das escolas crítica e humanística de 1980 a 1990, quanto a escola
Clássica, já discutida no Brasil desde a década de 1930.
De acordo com as pesquisas realizadas acerca da evolução do pensamento geográfico ao
longo deste trabalho vimos as características de algumas destas perspectivas, a Clássica se
caracteriza como uma ciência que estuda o espaço Terrestre a partir da observação e descrição
da paisagem, reflexões sobre a ação do homem no meio e também do a ação do meio sobre o
homem, e a partir da sobreposição destes aspectos em vários locais, daí tem-se outra
característica marcante que é o regionalismo.
Posteriormente aproximadamente na década de 1950 a perspectiva teorética quantitativa predominou nesta ciência que foi marcada pelo seu caráter de metodologias matemáticas e rigor dos dados, suas atividades voltadas para o planejamento do espaço. Contra as metodologias desta geografia quantitativa surgiu a geografia critica, marcada pelo posicionamento quanto ao modo de produção capitalista tecendo reflexões sobre os problemas sociais. No mesmo período outra escola geográfica chamada humanística, também em desacordo com a geografia quantitativa, nasce com foco de seus estudos na análise da percepção que os sujeitos têm do espaço e lugar, onde nota que as pessoas percebem o mesmo espaço de modo diferente conseqüentemente suas atitudes no mesmo são diferentes.
Enquanto a geografia Crítica se volta para os aspectos sociais, voltam às reflexões ao modelo
capitalista, os modos de produção, utilização dos recursos naturais e suas conseqüências na
sociedade e no meio físico.
Os limites presentes entre as escolas geográfica, reforçada nos livros didáticos, resultam na
falta de clareza acerca do papel da geografia, fato que poderia ser melhor refletida e
compreendida, já que se trata de uma ciência fundamental para a sociedade que através se
seus diversos trabalhos em todo o espaço natural e social, contribuem para formação de uma
sociedade melhor.
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